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Leonardo Boff

O Irmão Antônio Cechin é uma referência no Brasil, especialmente n Rio Grande do Sul e em Porto Alegre. Há muitos anos o conheço e visitei o trabalho que fazia com os catadores de materiais recicláveis na cidade de Porto Alegre, cujo centro se encontrava numa das ilhas do Guaiba. Participou como fundador dos principais movimentos sociais e era grande animador das Comunidades Eclesiais de Base. De sólida formação acadêmica, estudou em Paria e trabalhou por anos em Roma. Mas fez uma decidida opção pelos pobres. Durante o regime militar foi preso por duas vezes e na última barbaramente torturado, especialmente fazendo experiências na cabeça. Refeito, continuou o seu trabalho junto com sua irmã Mathilde até o fim. Ainda nos dias 4,5,6 no novembro estivemos juntos num encontro com o grupo Emaus em Correias, Petrópolis. Já víamos os limites de sua saúde. Era uma pessoa de virtudes eminentes. Não tenho…

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De fato, os ataques à educação pública abrem um grande campo de negócios para a “privatização fatiada” do ensino público. A contrarreforma do ensino médio também visa a formação de força de trabalho flexível, isto é, precarizada. Mas todo esse complexo de propostas também pretende reduzir a resistência crítica a um projeto de nação desnacionalizada, que atenda apenas as demandas do polo externo da economia, que vê nosso território como um espaço de produção de commodities e reserva de força de trabalho barata, mesmo quando qualificada.

Por esse motivo, não deixam de chegar pronunciamentos de solidariedade com a ENFF de organizações de trabalhadores de todo o mundo assim como de educadores que entendem que é preciso sustentar com o corpo os valores civilizatórios que respaldam a ciência que ensinam.

blog da Revista Espaço Acadêmico

adoueSILVIA BEATRIZ ADOUE*

“Como foi?”

Às 9:45 de sexta feira, 4 de novembro, a policiais civis de Mogi das Cruzes chegaram na portaria da escola em uma dezena de viaturas. Não possuíam mandado de busca e apreensão, mas queriam entrar. Era realmente assustador, porque estavam fortemente armados e o procedimento não estava dentro das normas jurídicas. Os responsáveis pela portaria queriam ver o mandado. Então eles apresentaram um documento que lhes enviaram pelo WhatsApp, na tela de um celular, sem assinatura de juiz.

Como os porteiros exigiam a apresentação de documentos para franquear a entrada, eles tentaram quebrar a porta e, sem êxito, alguns entraram pela força através da janela da portaria. Uma vez dentro da escola, apontaram as armas para estudantes que estavam por perto. (Na hora estavam ocorrendo várias aulas de diferentes cursos, entre eles, a da maestria do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Territorial na América…

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et cetera