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{março 2, 2016}   Kadosh: laços sagrados

Apesar da prisão comunitária, Gitai concedeu às irmãs estreitas mas diferentes possibilidades de recusa aos imperativos que recaiam sobre suas vidas. A opção de Rivka foi mais trágica e íntima. Mas cada qual pode agir e erguer barricadas para resistir à inflexibilidade de uma vontade erguida entre as faixas do absoluto e extramundano.

blog da Revista Espaço Acadêmico

JOSÉ EUGENIO GUIMARÃES*

Amos Gitai é o cineasta mais prestigiado de Israel, ao menos no plano internacional. Internamente, devido aos filmes e ao posicionamento político progressista e independente, é bastante criticado e mal visto por fundamentalistas e setores secularizados. Kadosh: laços sagrados[1], trigésimo sétimo título de uma filmografia diversificada e politicamente comprometida, despertou fúria generalizada à direita e à esquerda. Sempre reconhecido pela mirada etnográfica, Gitai recebeu acusações que o lançaram na conta de estereotipador do comportamento e da visão do judaísmo hassídico, principalmente com respeito às crenças e rituais. Grotesco, leviano, errôneo, melodramático, exagerado e profano são alguns termos desferidos como anátemas a ele e à realização. No Brasil, cumpriu discreta carreira nos cinemas. Mesmo assim, foi alvo de protestos de grupos afinados com o judaísmo e o Estado de Israel, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

As dificuldades começaram na pré-produção. Os organismos…

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