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blog da Revista Espaço Acadêmico

lopesELIANE CARDOSO LOPES*

A tendência do ser humano é raciocinar de forma binária: bem/mal, feio/bonito, nós/eles. Esta dicotomia existe entre pessoas, países, etnias, relações de gênero. Estende-se de pessoas comuns a intelectuais, esses últimos, como assinalou acertadamente o sociólogo português José Machado Pais, muitas vezes promovem congressos para grandes discussões, temáticas diversas, no entanto, é comum formarem as chamadas “mesas redondas” ou similares, entre os pares. Ou seja, entre os que compactuam de um mesmo ponto de vista, de um mesmo fundamento teórico, assim o debate, de fato, não ocorre como deveria. Falam entre si. Há exceções, obviamente.

A relação binária nós/eles é, sobretudo, formadora de identidades, como: eu sou diferente deles. Eu pertenço a uma determinada etnia, ele a outra etnia; eu pertenço a uma determinada classe social, ele a outra classe social; eu venho de um país hegemônico, ele é sul-americano; eu sou brasileiro, ele é paraguaio…

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{setembro 30, 2015}   Ecologia hoje: uma aposta pela vida

É um livro necessário que vai na linha exposta com grande força pelo Papa Francisco em sua encíclica sobre “o cuidado da Casa Comum.

Leonardo Boff

          Há poucos pensadores no campo da ecologia que tentam ir às raízes da atual crise ecológica global. Um dos mais renomados é seguramente o mexicano Enrique Leff com seu mais recente livro: A aposta pela vida: imaginação sociológica e imaginários sociais nos territórios ambientais do Sul “((a sair pela Vozes). Além de professor e pesquisador, foi por vários anos o Coordenador da Rede de Formação Ambiental para a América Latina e o Caribe no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Acumulou muitas experiências que serviram e servem de base para a sua produção intelectual.

Dá ênfase à preocupação filosófico-social, pois seu interesse é decifrar os mecanismos que nos levaram à atual crise e como poderemos sair bem dela. Portanto, estuda as causas metafísicas (a concepção do ser e da realidade) e epistemológicas (os modos de conhecimento) em suas diversas ontologias (determinaçãoes sociais, políticas…

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Exemplo. Bom dia!

Portal Nacional de Tecnologia Assistiva

No Japão a acessibilidade é muito simples|:

Sinal de trânsito sonoro para ajudar na travessia de deficientes visuais muita gente já conhece. Mas em Tóquio, o barulhinho também dá outra informação para quem se orienta andando pela cidade. O som de cuco indica que está se seguindo na direção norte-sul. Já o piu do passarinho, mostra que é leste-oeste. É um detalhe, mas provoca no Roberto uma declaração daquelas. “O Japão é um país ótimo para uma pessoa deficiente ter liberdade”, diz.

Roberto Sasaki ficou cego há nove anos, depois de um acidente de carro. Ser livre pra ele é poder circular a vontade pelo país que ele escolheu para viver.

A capital japonesa é acessível para pessoas com qualquer deficiência. Piso tátil por toda parte. Informações em braile também. Nos locais públicos, como parques, há sempre um banheiro adaptado. Para os cadeirantes, calçadas planas, sem buracos e com rampas…

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Leonardo Boff

A humanidade, especialmente, sob o patriarcado, conheceu conflitos de toda ordem. A forma predominante de resolvê-los foi e é a utilização da violência, para dobrar o outro e enquadrá-lo numa determinada ordem. Esse é o pior dos caminhos, pois deixa nos vencidos um rastro de amargura, humilhação e de vontade de vingança. Estes sentimentos suscitam uma espiral da violência que hoje ganha especialmente a forma de terrorismo, expressão da vingança dos humilhados. Será esta o única forma de os seres humanos resolverem suas contendas?

Houve alguém que se considerava “um louco de Deus”(pazzus Dei), Francisco de Assis que poderia ser também o atual Francisco de Roma que perseguiu outro caminho. O anterior era o de ganha-perde. Este último, o ganha-ganha, esvaziando as bases para o espírito belicoso. Tomemos exemplos da prática de Francisco de Assis. Sua saudação usual era desejar a todos: “paz e bem”. Pedia aos seguidores:”Todo aquele que…

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blog da Revista Espaço Acadêmico

VIVIANE C. MOREIRA*

Como convidada, Simone de Beauvoir (Sandrine Kiberlain) entra na história de Violette Leduc (Emmanuelle Devos) no filme Violette de Martin Provost. E, por acaso, se dá o encontro de Violette com o romance de estreia de Beauvoir: L’Invitée (A Convidada – 1943).

Violette impressiona-se com a espessura de um livro, um objeto sobre a mesa na casa de um conhecido: “quem é essa Simone de Beauvoir que escreveu um livro tão grande?” E assim como acontecem os melhores encontros com os livros, A Convidada é descoberto pela curiosidade de Violette. A partir desse encontro com esta obra de Beauvoir, a sedutora Violette forja um encontro com a escritora.

Não deixa de ser curiosa a troca de papéis entre escritora e personagem. Enquanto Xavière, no livro, é convidada para entrar na relação de um casal, um homem e uma mulher, Simone é convidada, no filme, para…

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15 DE SETEMBRO DE 2015 POR PORTALASSISTIVAITSBRASIL
Aplicativo auxilia pessoas com deficiência visual.
Inédito no Brasil, foi lançado recentemente em Tubarão o aplicativo ViaVoz. A ferramenta é capaz de guiar pessoas com deficiência visual em ambientes públicos. Por meio do sistema, qualquer pessoa pode seguir as instruções de voz e chegar até o local desejado dentro de um determinado ambiente sem auxílio humano.

O aplicativo é o único no país, segundo o diretor do projeto, Rodrigo Caporal. A proposta surgiu da necessidade de se colocar em prática um termo que ganha cada vez mais espaço: a acessibilidade. “Precisamos dar aos portadores de necessidades especiais um futuro onde eles tenham mais autonomia e possam exercer sua cidadania sem obstáculos”, diz Caporal.

Usado em smartphone ou tablet, o usuário interage com um menu de rolagem, ouvindo as opções, e seleciona o destino, como por exemplo banheiros, administração, elevadores, entre outros. A partir daí, o aplicativo passa a dar instruções sobre como chegar ao local.

A biblioteca da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma, foi o primeiro local a ser mapeado e já está disponível no sistema. “Isso nos deixa muito felizes e realizados. A partir de agora precisamos disseminar a ideia para fazer com que mais locais façam parte do programa garantindo assim maior acessibilidade nas cidades”, objetiva Caporal.

Para mais informações sobre o aplicativo, basta acessar o site http://www.guiaviavoz.com.br.

Fonte: http://www.notisul.com.br/n/ultimas/aplicativo_auxilia_pessoas_com_deficiencia_visual-54252

Portal Nacional de Tecnologia Assistiva

Inédito no Brasil, foi lançado recentemente em Tubarão o aplicativo ViaVoz. A ferramenta é capaz de guiar pessoas com deficiência visual em ambientes públicos. Por meio do sistema, qualquer pessoa pode seguir as instruções de voz e chegar até o local desejado dentro de um determinado ambiente sem auxílio humano.

O aplicativo é o único no país, segundo o diretor do projeto, Rodrigo Caporal. A proposta surgiu da necessidade de se colocar em prática um termo que ganha cada vez mais espaço: a acessibilidade. “Precisamos dar aos portadores de necessidades especiais um futuro onde eles tenham mais autonomia e possam exercer sua cidadania sem obstáculos”, diz Caporal.

Usado em smartphone ou tablet, o usuário interage com um menu de rolagem, ouvindo as opções, e seleciona o destino, como por exemplo banheiros, administração, elevadores, entre outros. A partir daí, o aplicativo passa a dar instruções sobre como chegar ao local.

A…

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ECOando…

Demografia Unicamp

07.09.2015

Eco

LUCIANA LEIDERFARB

Texto

NUNO BOTELHO

Fotos

A entrevista era sobre livros, sobretudo o dele que estava para sair, e aconteceu num tempo em que esta crise de refugiados que nos entrou pelas notícias já existia mas sem o impacto destes dias – transformados pela imagem do naufrágio da humanidade simbolizado num menino morto numa praia. A entrevista dele ao Expresso era sobre livros, mas Umberto Eco falou sobre mais – incluindo este tema que o preocupa há muito, o da migração e dos refugiados. Recuperamos o que ele enunciou em abril agora que estamos despertos para uma tragédia que se estende não há dias nem semanas, mas há meses e quase anos. É uma reflexão dura: “A Europa irá mudar de cor. E isto é um processo que demorará muito tempo e custará imenso sangue”. Mas também com fé no outros homens – nos que estão e nos que…

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A tradição judeo-cristã sempre afirmou: quem acolhe o estrangeiro, está hospedando anonimamente Deus. Valham as palavras da física quântica que melhor escreveu sobre a inteligência espiritual – Danah Zohar: ” A verdade é que nós e os outros somos um só, que não há separatividade, que nós e o ‘estranho’ somos aspectos da única e mesma vida”(QS:consciência espiritual, Record 2002, p. 219). Como seria diferente o trágico destino dos refugiados se estas palavras fossem vividas com paixão e compaixão.

Leonardo Boff escreveu Hospitalidade:direito e dever de todos, Vozes 2005.

Leonardo Boff

O grau de civilização e de espírito humanitário de uma sociedade se mede pela forma como ela acolhe e convive com os diferentes. Sob este aspecto a Europa nos oferece um exemplo lastimável que beira à barbárie. O menino sírio de 3-4 anos afogado na praia da Turquia simboliza o naufrágio da própria Europa. Ela sempre teve dificuldades de aceitar e de conviover com os “outros”.

Geralmente a estratégia era e continua sendo esta: ou marginaliza o outro, ou o submete ou o incorpora ou o destrói. Assim ocorreu no processo de expansão colonial na Africa, na Asia e principalmnete na América Latina. Chegou a destruir etnias inteiras como aquela do Haiti e no México.

O limite maior da cultura européia ocidental é sua arrogância que se revela na pretensão de ser a mais elevada do mundo, de ter a melhor forma de governo (a democracia), a melhor consciência dos…

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et cetera