luveredas











Esta lição possui, no contexto atual do Brasil, atravessado por ódios e raivas vicerais, estrema atualidade. Ela representaria a única cura verdadeiramente eficaz.
Como Betinho nos faz falta nos dias de hoje! Com imensa saudade.
Leonardo Boff é filósofo, eco-teólogo e escritor

Leonardo Boff

Reina muita violência, raiva e ódio em nosso país por causa das eleições do segundo turno. O que nos escandaliza e vai contra a Constituição que afirma ser o Estado laico (não oficializa nenhuma religião nem pode ser usada partidariamente) são igrejas neo-pentecostais e algumas evangélicas, como explicitamente a Universal e seu líder que se transformaram em centros de fake news, verdadeira máquina de produção de calúnias e falsidades contra o candidato Haddad até afirmando, semelhante ao estado totalitário comunista “a criança depois de 5 anos passa pertencer não mais aos pais mas ao Estado”. Quem pode imaginar semelhante absurdo de uma pessoa que vive em harmonia com sua família? Além de mentiras e calúnias suscitam o ódio.

Aqui não vale outro argumento que é o da Bíblia que eles pelo menos reconhecem, embora traiam seus preceitos.

A grande mensagem de Jesus é o amor incondicional até para com o…

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Frei Betto: O ódio é um veneno que você toma esperando que o outro morra. De que vale uma escola ou uma educação que ignora os temas fundamentais da vida, como amor, solidariedade, altruísmo, perda, fracasso, doença e morte?

Leonardo Boff

Frei Betto além de religioso,comprometido com a libertação dos  oprimidos pela via da educação humanística e ética tipo Paulo Freire é um grande pedagogo e educador popular, pois vive transitando nesse meio.Acaba de publicar um livro Por uma educação crítica e participativa no qual resume as pautas principais de uma educação contemporânea que incorpora de forma crítica os novos meios de comunicação  e de conhecimento. Vale a pena ler esta entrevista esclarecedora contra distorções sobre gênero, sobre escola sem partido e outras. Lboff

ENTREVISTA DE FREI BETTO AO “O GLOBO” SOBRE SEU NOVO LIVRO, “POR UMA EDUCAÇÃO CRÍTICA E PARTICIPATIVA” (Anfiteatro/Rocco). Publicada no jornal carioca nesta sexta, 12 de outubro de 2018.

1.O senhor tem grande experiência em educação, tanto como teórico como junto a projetos pedagógicos populares, e em “Por uma educação crítica e participativa” o senhor aborda desafios contemporâneos da área. O senhor acredita que, além das…

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“Como alguém que fala sobre o setor militar como um horizonte ideal pode ser contra a corrupção? Afinal a ditadura militar foi um dos regimes mais corruptos que o Brasil já conheceu. Todas essas grandes empreiteiras que corromperam o estado da Nova República foram formadas no regime militar. O regime militar é cheio de casos de corrupção: Coroa Brastel, Capemi, Projeto Jari, Petropaulo, eu poderia passar o resto da entrevista falando desses casos. Foi um regime que se alimentou dos políticos mais corruptos que já existiram. Antonio Carlos Magalhães, José Sarney, Paulo Maluf foram herdeiros da ditadura. E o senhor Bolsonaro se aliou a figuras corrompidas, a começar pelo pastor Edir Macedo, que foi parar na cadeia por corrupção, o pastor Silas Malafaia. São figuras que estão muito mais para a página policial do que outra coisa. Sem contar os casos próprios dele [Bolsonaro]. Por outro lado, é alguém que promete segurança mas não vai dar segurança nenhuma porque vai criar um país de conflito social aberto, de pauperização, que vai aumentar a violência social porque essa violência não vem do nada, ela vem do fato de a desigualdade no Brasil ser um insulto à humanidade. Então a raiva contra essa situação pode gerar algum tipo de violência direta. Quem diz que o regime militar teve paz social, claro, só para quem mora nos bairros nobres. Mas e o que acontecia nas favelas? Os esquadrões da morte, a brutalização absoluta, veja os números. Tudo isso é uma ficção, uma falácia que rapidamente vai ser demonstrada na sua inverdade.”

Leonardo Boff

Vladimir Safatle brasileiro nascido no Chile é um dos nossos melhores analistas sociais. Une filosofia da qual é professor na USP com política, pois trabalhou detalhadamente o tema em seus estudos e livros. Vale a pena como esclarecimento do que pode ocorrer no Brasil com a ascensão possível de um candidato com claro viés fascista. As bravatas que diz, como com Hitler e Mussolini, se transformam em pavorosas realidades de violência quando chegam ao poder. A ética do convencimento pele diálogo e pela razão é substituída pela anti-ética da violência simbólica e explícita, como política de Estado. Trata-se de uma forma de ditadura nos tempos atuais, em ascensão no mundo inteiro, mas com o ideario e métodos do velho fascismo  e nazismo que dizimou milhões de vidas na Europa e no Oriente na Segunda Guerra mundial (1939-1945). Temos que nos precaver e decidir o que queremos para o nosso…

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{outubro 10, 2018}   Now is the time

SENTENTIAE ANTIQUAE

ὡς ἐνταῦθ᾽ †ἐμέν
ἵν᾽ οὐκέτ᾽ ὀκνεῖν καιρός, ἀλλ᾽ ἔργων ἀκμή. (Sophocles, Electra21-22)

We’re at the point
where it’s no longer the time to shrink back, but the moment for action.

Thus the Paidagogus, the nameless “Tutor” in Sophocles’s play, ends his introductory address to Orestes (and to us, the audience) in the prologue to Electra. It sets the tone for the play. Soon after we hear Orestes—the ever willing student out to impress—repeat back his tutor’s language, as he brings his own opening declaration to an end with the words: “The two of us will go; for it is the time, which is for men the greatest leader of every action” (νὼ δ᾽ ἔξιμεν· καιρὸς γάρ, ὅσπερ ἀνδράσιν / μέγιστος ἔργου παντός ἐστ᾽ ἐπιστάτης, 75-76).

And shortly after this, when Orestes is yet moved to shrink back as he hears the offstage cries of…

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Pero la cuestion no es el PT, sino una presidencia de un Bolsonaro capaz de decir a una diputada, en publico, que “no merece ser violada por el”. O que el problema con la Dictadura no fue la tortura sino que no matar en lugar de torturar.
En una situacion asi, ningun intelectual, ningun democrata, ninguna persona responsable del mundo en que vivimos, podemos quedarnos indiferentes. Yo no represento a nadie mas que a mi mismo.
Manuel Castells

Leonardo Boff

Manuel Castells é um dos mais conhecidos sociólogos do mundo e especialista em comunicação. Seu livro mais famoso é “A sociedade em rede”.Depois de lecionar em várias universidades, está agora na Califórnia do Sul, continuando suas pesquisas em comunicação e sua incidência na nova sociedade emergente. Seu nome tem grande peso. Por isso publicamos sua carta neste espaço Lboff

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Carta abierta de Manuel Castells a los intelectuales del mundo

Amigos intelectuales comprometidos con la democracia:

Brasil esta en peligro. Y con Brasil el mundo. Porque despues de la eleccion de Trump, de la toma del poder por un gobierno neo-fascista en Italia y por el ascenso del neonazismo en Europa, Brasil puede elegir presidente a un fascista, defensor de la dictadura militar, misogino, sexista, racista y xenofobo, que ha obtenido 46% en la primera vuelta de las elecciones presidenciales.

Poco importa quien sea su oponente. Fernando Haddad, la unica…

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“La comunidad de paz universal surge cuando nos situamos con gran humildad en el seno de la creación, respetando todas las formas de vida y a cada uno de los seres, pues todos poseen un valor en sí mismos, antes de cualquier uso humano. Esta comunidad cósmica, fundada en el respeto ilimitado, constituye el presupuesto necesario para la fraternidad humana, hoy sacudida por el odio y la discriminación de los más vulnerables de nuestro país. Sin ese respeto y esa fraternidad difícilmente la Constitución y la Declaración de los Derechos Humanos tendrán eficacia. Habrá siempre violaciones, por razones étnicas, de género, de religión y otras.”

Leonardo Boff

En nuestro país, en medio de un ambiente de mucho odio, destrucción de biografías y mentiras de todo tipo, vale la pena recurrir al espíritu de San Francisco de Asís, a su famosa Oración por la Paz y a su saludo de Paz y Bien. Era un ser que había purificado su corazón de toda dimensión de sombra, convirtiéndose en “el corazón universal… porque para él cualquier criatura era una hermana, unida a ella por lazos de cariño”, como escribió el Papa Francisco en su encíclica ecológica (n.10 y 11). Por dondequiera que pasaba saludaba a las personas con su “Paz y Bien”, saludo que quedó en la historia, especialmente en la de los frailes que empiezan sus cartas deseando Paz y Bien.

Construyó lazos de paz y de fraternidad con el señor hermano Sol y con la señora Madre Tierra. Esta figura singular, quizás sea una de las más…

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“Direitas”, “novas direitas”, “onda conservadora”, “fascismo”, “reacionarismo”, “neoconservadorismo” são algumas expressões que tentam conceituar e dar sentido a um fenômeno que é indiscutível protagonista nos cenários nacional e internacional de hoje, após seguidas vitórias dessas forças dentro do processo democrático. Trump, Brexit e a popularidade de Bolsonaro integram as complexas dinâmicas das direitas que a coletânea busca aprofundar a partir de ensaios escritos por grandes pensadores da atualidade. Tendo como foco central o avanço dos movimentos de direita, os textos analisam sob as mais diversas perspectivas o surgimento e a manutenção do regime de ódio dentro do campo político.

Blog da Boitempo

Por Vladimir Safatle.

O livro O ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil, organizado por Esther Solano, apresenta um panorama amplo e diversificado da consolidação das direitas pós-ditadura militar no Brasil. Em um momento no qual a direita brasileira esconde sua incapacidade de criar hegemonia popular através da presença, cada vez mais ostensiva, de seus discursos e dogmas, a publicação traz uma reunião de textos fundamentais para a compreensão da radicalização da política brasileira diante do colapso da Nova República a partir das manifestações de 2013.

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“No plano subjetivo, Haddad terá que aprofundar seu conhecimento e sintonia com o povo trabalhador, inclusive a maioria absoluta das mulheres, os povos indígenas e quilombolas, as/os funcionários públicos concursados, a categoria docente, o corpo de artistas e de cientistas que ainda permanecem no Brasil. Essa sintonia irá temperar o coração de Haddad, para que fortaleça sua coragem de resistir às pressões e ameaças dos podres poderes, e enfrentar esses desafios, mesmo correndo riscos, sem afastar-se da mulher, do homem e da criança oprimidos do nosso rico Brasil.”
Rio de Janeiro, 27.9.18

Leonardo Boff

Nesse momento em que o povo brasileiro deve decidir pelo voto eleitoral sobre que destino quer para si para os próximos anos, é importante termos clareza dos vários cenários possíveis que podem ocorrer. Marcos Arruda, como economista, educador popular que trabalhou com Paulo Freire na Africa,  ecologista e homem de espiritualidade ecumênica profunda, nos oferece as pautas principais para tomarmos nossa decisão. Que seja a melhor possível e que nos ajude a sair mais amadurecidos e democráticos da atual crise que atingiu os fundamentos de nossa sociedade. LBoff

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                                         Marcos Arruda

ENTENDER uma situação histórica muito complexa, como a do Brasil hoje, não é tarefa fácil. Como fica o Brasil se ganhar Fernando Haddad ou Jair Bolsonaro? Que desafios deverão confrontar? E se vencer o candidato Bolsonaro, da extrema-direita, promovido pela grande mídia e por um público empolgado pela síndrome do ódio criado e alimentado contra Lula e o…

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{outubro 1, 2018}   Até onde vai seu antipetismo?

“O desdém é uma atitude politicamente perigosa. A médio e longo prazo ela instiga uma curiosa identificação com o desdenhado. Esses que não são uma minoria constituída nem reconhecida, sentem-se apenas irrelevantes indignos até mesmo de se portarem como vítimas.” C. D.

Blog da Boitempo

Por Christian Ingo Lenz Dunker.

Uma pesquisa recente, conduzida por Pablo Ortellado, analisou 38 milhões de postagens nas redes sociais revelando aspectos intrigantes sobre os eleitores de Jair Bolsonaro. São antipetistas com forte indisposição para com a política e suas instituições conexas, entendidas como não confiáveis e desonestas. Estão indignados com métodos políticos tradicionais e querem uma mudança radical. Além disso, eles são anti-Globo. Com alguns ajustes e acomodações, essa seria também a atitude média de um simpatizante da esquerda “esclarecida”, na expectativa da autocrítica petista. Por mais paradoxal que seja, trata-se de um voto rico, masculino e de protesto. Em suma: o voto antipetista vem do pior tipo de esquerda, aquele que diante de uma dificuldade rapidamente se torna direita.

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Vivemos momentos dramáticos de nossa história pátria onde a democracia, mesmo de baixa ntensidade, se encontra profundamente ameaçada por um candidato que representa idéias fascistas, ditadoriais até de exaltação da tortura: Jair Bolsonaro. Não podemos regredir aos tempos sombrios dos anos da ditadura militar. O mundo atual não tolera mais este tipo de extremismo aterrador para os mais pobres e minorias e para a população em geral. Publicamos aqui um manifesto com milhares de assinaturas, supra-partidário, em favor da democracia e contra qualquer tipo de violência vinda do Estado, caso o referido candidato vier vencer o segundo turno. Recusamo-nos aceitar que o Brasil venha a ser considerado pela comunidade internacional como um pais politicamente pária. LBoff

Leonardo Boff

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et cetera